domingo, 21 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Poema

A Hugo Muniz, o amigo

Sem flor, a sociedade da Irmandade é mera utopia
E vasos redondos, cheios de água de chuvas antigas
Pediam bergamotas e antúrios e tulipas, mestiças na lapela
de cada irmão muitas vezes casado com a rosa ingrata da poesia.


Se me pedem um novo poema, verão que o mês começa com
uma inspiração sem abraços e expira com uma alegria e uma fé
e um fidelidade renovadas. Mulheres cobriam cada página com
beijos cósmicos e, de bocas abertas, sopravam nostalgias em
nossas retinas: é a musa que aguardava na esquina seguinte.

Enquanto isso, fazer cabriolas é coisa de somenos, de quem
precisa sempre cobrir-se de colchas de palavras, ao invés de
declarar-se impossível ao amor. Uma semente se tornará poema
E ninguém verá como se deu sua gestação.

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