quarta-feira, 11 de maio de 2016

TÉCNICA LITERÁRIA: Supermemória

O que podemos aprender com donos de ‘supermemórias’?

segunda-feira, 9 de maio de 2016

De "A noite de Maio" (Alfred de Musset)

Tradução nossa de A MUSA, do texto "A noite de maio", do poeta Alfred de Musset. Optamos por manter a estrutura original em posição de rimas e na contagem das sílabas métricas.



Imagem do livro de águas-fortes de Alfred de Musset


LA MUSE

Poète, prends ton luth ; la nuit, sur la pelouse,
Balance le zéphyr dans son voile odorant.
La rose, vierge encor, se referme jalouse
Sur le frelon nacré qu'elle enivre en mourant.
Écoute ! tout se tait ; songe à ta bien-aimée.
Ce soir, sous les tilleuls, à la sombre ramée
Le rayon du couchant laisse un adieu plus doux.
Ce soir, tout va fleurir : l'immortelle nature
Se remplit de parfums, d'amour et de murmure,
Comme le lit joyeux de deux jeunes époux.

A Musa

Toma teu luto, Poeta; na relva noturna
Balança o zéfiro no odor de seu véu,
A rosa, inda virgem, ciumenta, enluta
Sobre o vespão, morto a exalar só breu.
Ouve! tudo silencia; sonha com tua amada,
À noite, sob tílias em sombras enramadas,
A aurora incita um adeus suave;
Tudo irá florir: a imortal Natura
Enche-se de perfumes, no amor que murmura
Como no leito onde brinca a mocidade.

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